A internet já teve seus altos e baixos, mas a cada dia a chamada nova economia surpreende, ajudando no desenvolvimento da velha economia. Ainda não são todas as empresas que aprenderam a tirar proveito das vantagens que a internet pode oferecer. Do lado das pontocom, estas já aprenderam a interagir com os mais diversos setores do mercado e estão mostrando efetivamente o quanto podem colaborar para o bom desempenho dos negócios neste momento de crise financeira mundial.
O mundo mudou
Não é de hoje que a sociedade se acostumou às facilidades da internet. Não digo nem da pré-internet dos anos 60, quando o Pentágono norte-americano decidiu criar a Arpanet (Advanced Research Projects Agency) para trocar informações mais rapidamente que a extinta União Soviética durante a Guerra Fria. A internet começou a mostrar-se útil para a sociedade civil a partir do momento em que começou a se popularizar, juntamente com as ferramentas que a suportam, como os Macs e PCs. O X Windows Mosaic 1.0 foi o primeiro browser criado pela NCSA (National Center for Supercomputing Applications). Logo surgiram o iE e buscadores como Alta Vista, Yahoo e Google.

Com o crescimento da internet, surgiram meteoricamente empreendedores de todos os setores da economia que enxergaram as formas mais inusitadas de ganhar dinheiro no mundo virtual, trazendo a economia real para a web ou simplesmente criando novas formas de gerar receita. Por muitos anos, ter um website era sinônimo apenas de empreendedorismo. Porém, em 2001, o sonho de se tornar milionário da noite para o dia se desfez. A bolha estourou. Mas crises e dificuldades são marcos que ajudam a sociedade a separar os “meninos” dos “homens” — é o darwinismo econômico. MSN, Yahoo, Amazon, eBay, WebMotors, Americanas, Submarino, Catho, só para citar alguns mais conhecidos, são exemplos de empresas que sobreviveram e estabeleceram novos parâmetros para os novos empreendedores da internet. Estes continuam surgindo em profusão e surpreendendo.
O mundo mudou novamente...
É de conhecimento geral que a crise atual está castigando, além de bancos gigantes e
centenários, as montadoras ao redor do mundo. Basta ler o canal de economia de qualquer portal que se vê notícias como “Toyota prevê seu primeiro prejuízo anual da história”,
“Montadora tem prejuízo de US$ 30,9 bilhões em 2008”, “Maior concessionária de montadora do Rio fecha as portas”... e assim por diante.
... para melhor, se você aposta na internet
Dentro desse contexto negativo, com maturidade as empresas online mostram seu valor. Em meio à crise do setor automobilístico, esses sites levaram mais de 4 milhões de pessoas a acessá-los do domicílio (ver matéria Métricas na pag.10). É o maior crescimento de audiência, segundo dados do NetRatings, entre todas as categorias pesquisadas. Segundo a Predicta, em fevereiro o WebMotors recebeu 8,5 milhões de visitantes únicos. Dessa audiência, a maioria, cerca de 80% estava em busca de um automóvel. Números como esses confirmam o fato de a internet ter se tornado uma ferramenta essencial de informação para os consumidores. Nela é possível saber detalhes dos produtos, compará-los aos produtos de concorrentes, tomar contato com a opinião de outros consumidores, pesquisar preço. Tudo isso na comodidade do lar ou do local de trabalho, em poucos cliques.
Ser e parecer não basta.
É preciso ação!
Casos como esses do setor automobilístico são exemplos claros de que a internet veio para ficar e para ser uma alavanca de negócios para as empresas da economia real. Hoje em dia, mais do que nunca, é preciso olhar para todos os lados antes de tomar uma decisão de investimento. Enxergar, acreditar e investir na internet é questão de visão e ação. Não basta o profissional de marketing ou publicidade ser e parecer inteligente, é preciso fazer coisas inteligentes. Uma delas é olhar para a internet com uma nova visão.